segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Meta

E ha tantos Objectivos que queremos antigir que quase nem damos por eles, nem damos pela sua formaçao. Formamo.los quase inconscientemente a quase todos os instantes. Queremos sempre mais, mais, mais e mais...Mais do que (o tanto) que já temos. E depois? E como comemoramos quando atingimos a meta? Com uma celebraçao momentanea, com uma felicidade roubada ao tao melancolico quotidiano. E depois volta tudo ao mesmo, voltamos a formar metas para atingir. E no fundo vivemos na constante esperança do proximo. Tal qual quando eramos pequenos. Esperavamos pelo Natal, depois pelo Carnaval, depois por uma saida á muito prometida ou uma festa de anos. E vamos assim dividindo a nossa vida (ou o que gostamos de chamar de "vida") em metas atingidas.
A diferença era que, quando eramos crianças, o sentimento de felicidade de uma festa perpetuava.se muito tempo e quando desvanecia era rapidamente substituido pela espectativa feliz da proxima ocasiao. Portanto, os tempos eram passados em total felicidade. Agora, acho que nos vamos esqecendo do quanto temos e o sentimento de felicidade nao dura mais que um dia, partindo nós a procura da proxima etapa.

Portanto gosto de parar, como numa fotografia e imortalizar o momento para que a essencia daquele estado de espirito se deixe ficar como o rasto de um perfume familiar, que nos faz sentir tao bem, em casa. Como o cheiro a Rabanadas de Natal ou protector solar no Verao. Como os acordes de uma guitarra com o calor pequenino de velas. Como o odor dos "nossos" e momentos visuais de pura felicidade.


aaaaah! Agora, descobri a minha meta final. O estado de pura felicidade. Agora só tenho que fazer como as crianças e ser feliz ao visualizar essa etapa que até pode estar tao perto!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Terra do Nunca

No consultório tocavam os telefones e a mesma frase monocórdica de “Clínica Dr. Rui Domingos, boa tarde” era repetida vezes sem conta quando fechei o livro e quis chorar. Não podia porque as pessoas a minha volta se iam preocupar comigo e aí teria que responder “Estou a chorar porque a menina do meu livro cresceu e já não pode voar”…Obviamente não podia responder isso e portanto, para desligar a minha mente da tristeza que era não poder voar e ter de crescer, peguei naqueles revistas cor-de-rosa e comecei a folhear. As imagens depressa me trouxeram para o mundo material ou materialista. Para a realidade de maquilhagens, empregos, carros, roupas e vidas amorosas preenchidas…A Wendy abandonou a Terra do Nunca por isto?
Sai do consultório com um livro de crianças da mão e o coração a pular de vontade de lá entrar, só para lhe avisar que não valia a pena voltar da Terra do Nunca. Não havia muita coisa cá, deste lado, à espera dela.
Quando cheguei a casa refugiei-me na infantilidade que era comer bolachas de chocolate e leite a ver desenhos animados. Peguei nos pré-históricos VHS e tirei o “Peter Pan”. Passei a tarde toda ali, a temer os piratas que eram adultos demais para qualquer sentimento inocente, as luzinhas que esvoaçavam, que eram chamadas de fadas e que eram pequenas demais para ter mais um sentimento de cada vez, índios com o espírito tão selvagem que só os invejava e uma menina que vivia o sonho de ter esse mesmo sonho traduzido naquela realidade roubada e que no meio dessa fantasia ansiava por voltar a casa, para os pais que a esperavam por ela de braços abertos, porque é isso que as crianças esperam dos pais. A menina que resolveu deixar para trás a infância para não magoar os que não desistiam dela e que cresceu sem se dar conta e quando se apercebeu já não conseguia voar.
No fim sai dos sonhos para me virar para os genes e DNAs mas não os abandonei. Guardei-os na gaveta, onde estão os objectivos que virão por acréscimo com os RNAs de transferência. Estão lá, para me relembrar que ainda tenho o poder de voar, ainda não cresci ao ponto de me ter esquecido como voltar a Terra do Nunca…Afinal, é só encontrar a segunda estrela á direita e seguir sempre até de manha.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Magia

E é naquele momento em que procuramos no arquivo interior qualquer coisinha que fomos armazenando em qualquer memória visual, para construirmos uma outra pessoa, igual ou distinta. E não é uma pessoa qualquer. É uma pessoa que usa o nosso corpo e se apodera dele e de todas as suas funções. Atira.nos para o chão num acesso de raiva ou frustração, usa os cantos mais ousados para seduzir, usa o mais puro sorriso para mostrar todo um estado de espírito e apresenta.o como quer. E a magia está mesmo aí. A magia dessa arte está em fazer com que alguém que é criado dentro de nós se liberte, que nos use como marionetas para apresentar de todas as maneiras mais invulgares tudo o que se passa dentro da alma com uma intensidade tal que todos o sintam , que todos se sintam tocados pelas notas musicais, pelos berros, pelos sorrisos, pelos beijos e pelas danças. Se calhar a magia está em conseguir traduzir todo um rol de emoções que são nossas (e Tao nossas) em arte visível e quase palpável. Se calhar a magia está em aprendermos a viver pela personalidade do outro que se apodera de nós.
E eu quero Tanto Viver.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Sentou.se no lado oposto deles. Tinha aprendido a aproveitar cada bocadinho de tempo seu. Eles pensaram logo porque é que aquela "criatura" que pulava e gargalhava o dia todo, de repente, primia o botao Off e se transformava, se guardava num casulo invisivel, com o seu proprio ritmo e se deixava bater pelos raios que quase pintavam de loiro o cabelo Ruivo e pareciam eleva.la a uma outra dimensao, ainda dentro do casulo. No entanto, como nao compreendiam, comentavam entre si e a unica explicaçao que encontravam para aquela mudança de comportamento era uma personalidade cujas bases assentavam na falsidade por nao conseguirem explicar a beleza que emanava de todos os poros. Eu olhei, do outro lado da linha e a inveja me inundou ao inicio tornou.se num subito desejo de me tornar como ela, um bocadinho. Um anjo, quase.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Fui a praia e naquela tarde senti mais que em todas as vezes que lá tinha estado a tostar. A fritar vá...Levei a guitarra as costas, a toalha, as pernas cheias de negras e 5 miudos a cantar atras. Nenhum deles tinha a mais pequena das preocupaçoes porque nessa idade a unica preocupaçao que se tem é sobre as horas que se pode ir para o mar.Cantamos musicas sem sentido nenhum, cantamos musicas cujo sentido so percebe quem canta, fizemos croquetes ate doer a pele de tanta areia, nadamos ate congelar os ossos e os musculos, fizemos correntes para nao sermos arrastados pelo mar e trocamos mais sorrisos do que podiamos. Deitamo.nos no fim, exaustos de sermos felizes e á medida que eles se lembravam do bolo de chocolate que os esperava e corriam para ele, eu fiquei entregue a mim e ao pedaço de madeira com cordas que ali tinha ficado plantado na areia. A medida que ia passando os dedos ja doridos pelas cordas, a sensaçao de que aquela liberdade estava a acabar percorreu.me como uma brisa. Regressei, tambem ao bolo de chocolate, com o sabor a sal nos labios e tristeza de voltar na ponta dos dedos.



Hoje voltei a escola amarela e sorrisos e abraços que me receberam elevaram.me o espirito ja cansado antes do começo. E apercebi.me que ia começar. Outra vez. Mais forte. Mais dificil. Com Ela a menos. Mas com a Minha força restaurada. E vai ser mais um desafio. Um passatempo que durará um curto ano.




Oh, que facilidade, é que nem dá pica!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Espaços em Branco.

"Aprendi caligrafia enquanto estive no Dubai. Danço sempre que posso. Mas a música só existe porque existem pausas. As frases so existem porque existem espaços em branco. Quando estou a fazer algo sinto.me completa; mas ninguem consegue viver activo durante vinte e quatro horas por dia. No momento em que paro, sinto que alguma coisa me está a faltar."


Paulo Coelho, "A Bruxa de Portobello"



Foi um tempo para parar, primeiro organizar pensamentos e dispo.los de uma maneira segura. De maneira a preencher os espaços em branco, permanentemente. Pelo menos aqueles espaços em brancos foram reparados. Haverão mais.


Agora também já não há tempo para isso. Temos que retomar aos Cadernos com papelinhos amarelos e sorrir como os meninos do Jumbo que afirmam que "o Regresso ás aulas é uma Diversão".


Antes de entrarmos nesse super felicidade de cadernos novos e canetas com a carga completa, deixem.me aproveitar os últimos dias de sol porque o sol que passa na janela de fisica.quimica não bronzeia. =)


sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O espelho Oval

"Era uma vez um quarto, era uma vez um espelho e era uma vez um menino.

Esse menino era moreno, tinha olhos castanhos, cor do café e os cabelos eram pretos, cor de luta. Vestia calças compridas de bombazina e camisolinha de gola alta. Ele não era um menino como os outros, que lavavam a cara e as maos e nao se sujavam. Ele chegava a casa todos os dias com a cara e as maos sujas de tanto brincar. Para o castigar, um dia, os pais resolveram pô-lo num quarto com um grande espelho oval. Dentro desse espelho o menino via um outro menino igual a ele. Olhando.o, o menino do lado de cá pensou que o menino de lá era mais feliz do que ele porque nao tinha que ir para a escola e ninguem o castigava por estar sujo. Entao um dia, ganhando coragem, o menino saltou para lá do espelho onde foi feliz durante seculos."


Conto de Ricardo Alberty

Texto adaptado por Tania Couto, Joana Flores, Susana,

Ricardo Jorge, Margarida e Ana Areal (6ºA)



Na caixa encontrei os trabalhos de escola juntamente com todas as fantasias que fui deixando para tras. Decidi ir a procura de Terra do Nunca outra vez. E encontrei. Tinha baloiços azuis nas arvores e barcos de papel.






quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Mais uma vez.

Esperei.te em cada passo marcado na areia molhada. Em cada acorde a tua memória voltava. Em cada palavra pausada e mesmo saboreada. Porque eu aprendi a saber de cor os sabores das palavras associadas á ausência. Quis (outra vez) construir uma história que se basearia na convivência que não existe por seres demasiado complicado para te deixares levar em conversas sem sentido. A história foi construída, planeada cuidadosamente, sem dar lugar para a mais mínima falha. Mas não me lembrei de verificar em que ponto o presente estava antes de avançar para o futuro perfeito. Esse sim, foi o meu maior erro. Foi o agarrar.me ao que construí sozinha sem o teu conhecimento.
Mas sabes? Eu acredito que se não te der o papel principal, te apercebas que já não es o protagonista e que o enredo não gira á tua volta mas sim a minha.Desta vez nao minto. A partir de agora o enredo gira a minha volta. Porquê? Porque decidi que está na altura de ser egoísta. Porque já Quase te dei o meu para Sempre que ia ser deitado fora porque na altura não fazia falta. Agora também não deve fazer.

for Ever


"Not talkin bout a year No not three or four I dont want that kind of forever In my life anymore Forever always seems To be around when it begins But forever never seems To be around when it ends So give me your forever Please your forever Not a day less will do From you."






Naqueles mumentos finais prometemos o Sempre. O Sempre que só possuimos quando nos é dado, quando o Sempre nos é prometido. E quando a promessa se mantem até ao fim e nao se limita ao Sempre do inicio. O Sempre que nao é contavel em anos. O Sempre dos que permanecem até mesmo quando nao os queremos. Já prometi Sempres aos importantes. Depois perguntam.me porque hesito na afeiçao. Nunca lhes respondi que é porque já prometi mais Sempres do que tenho. Mas vou tentar redimir. "Voce tem meia hora pra mudar a minha vida"...para Sempre.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Entramos.

Mal chegamos percebemos que ia ser diferente. Tao diferente do que tínhamos pensado. Não foi um campo de ferias. Foram dias em que o Espírito se viveu TAO fortemente que pensamos que seriamos sufocados com tanto. Foram dias de Partilha ate não termos mais nada de nos para dar. Foram dias de Aprendizagem sobre o significado do símbolo que Tao imponentemente usávamos nas t.shirts e cujas siglas nunca percebemos totalmente. Foram dias de Conhecimento de outros e dias de Educação.


Atrevemo.nos a Entrar e aprendemos a sair de maneira a não trancar a porta para que possamos regressar.


O que é o MTA? É o que nós temos vindo a Construir até agora. O que continuaremos a construir. É a Mensagem que tentamos passar. É a Felicidade estampada nas nossas caras. O espirito que se fez sentir.




segunda-feira, 23 de julho de 2007

Maneira de estar.

Naquela noite ouvi que haviam Poetas que nunca tinham escrito uma linha na vida porque ser Poeta e uma maneira de ser, uma forma de estar e um modo de olhar. Naquela noite percebi que amo Poetas porque nao se definem e por arrasto amo a unica forma que arranjam de exprimir a Alma. Naquela noite, desejei ardentemente ser Poeta. Mas rapidamente me apercebi que podia. Nasce.se Poeta. Nao se torna. Resignei.me a Ama.los.



Amo os Poetas porque vem o Mundo como ninguem mais o faz.


quinta-feira, 19 de julho de 2007

Tudo parecia tao romanticamente arquitectado. As torres que se erguiam completamente retalhadas, como se cada curva tivesse um proposito. O ceu estava tao azul e ai (nao sei porque) me pareceu inatingivelmente alto. Nesse momento apercebi.me que o ceu era inatingivel. Foi um dos momentos em que me apercebi que, mais que o ceu, quando alguem nao nos ve, tambem se torna inatingivel. Foi um dos momentos em que me apercebi da geraçao que tinha á minha volta e tentei ver tudo com outro olhos. Com os olhos deles. Nesse instante tudo de pintou em tons de inocencia (ainda maior que a minha) e aí vi o que ainda nao tinha reparado, apercebebi.me da ausencia de todos os tons escuros e senti.me plenamente pertencente aquele ambiente desenhado para acolher o meu coraçao o cuidar dele como numa sessao de terapia e restaora.lo para poder ser usado na sua plenitude. Porque " love denied blinds the soul we owe to God".



Oxford.





terça-feira, 3 de julho de 2007

Bacon n Eggs

"Oh Tania nao queres ir para Londres outra vez pois nao?"...a minha mae perguntou. Eu corei, virei costas para novamente fichar o placar de cortiça ilustrado com imagens de um grupo de jovens obviamente modelos com um falso sorriso a frente do Big Ben. Mas eu acreditava na felicidade deles na mesma.





Nao faço minima ideia o que há naquela cidade que me seduz tanto. Sei que quando chegamos lá com a Acadmia olhavamos a volta e tudo nos parecia mais bonito. As pessoas tenham cara de pessoas inglesas, todas as lojinhas eram um achado, todas as ruelas tao tipicamente british pareciam um filme e deliravamos de cada vez que viamos cum autocarro "daqueles autocarros de londres, os vermelhos".


Sei que quando me apanhava dentro dos metros a cair de velhos, quando olhava em volta em picadilli ou simplesmente via um cartz luminoso com um nome de um musical o meu coraçao parava. Aquela era cidade que me fazia sorrir mesmo, era a cidade que me deu a conhecer das pessoas mais importantes, que me mostrou Glindas e Elphabas, que tem alguma coisa que fascina a cada cantinho.





Nao há palvras, nao ha descriçao. Too excited my dears =)

Photo by Fabi. In London. On our way to Mountview.

domingo, 1 de julho de 2007

Minha Estrela

Nessa tarde ela mandou.me uma mensagem que mostrava a maior preocupaçao e medo. O medo da ausencia de tudo, dos microfones, das roupas, os contratempos normais que levam qualquer um a loucura. Eu nao me preocupei, sorri, e fechei o telemovel. "Logo a noite vai correr tao bem que ela ate se vai esquecer".

A verdade é que começou uma hora depois, houveram alguns lapsos tecnicos e todos os Artistas estavam com os nervos a flor da pele. É verdade tambem que nesse noite aqueles Artistas mostraram o seu verdadeiro talento, a sua versatilidade e acima de tudo, a sua insistente busca por um espectaculo que demonstrasse as horas, os dias passados num trabalho intensivo para que naquela noite consguissem os teus esperados aplausos, aplausos que lhes encheriam a alma de gratificaçao e felicidade.


Mostraram apesar de tudo. Mostraram os espirito que tem dentro deles, mostraram o seu verdadeiro talento. E eu orgulho.me de ter o ter presenciado. De te ter presenciado minha estrela, meu talento, meu orgulho de "mána" =).

Minha Adulta


Ela esperou tanto mas tanto por aquele dia.Andava um mês antes a gritar a quem lhe quisesse ouvir que no dia 30 do Próximo mês fazia anos. E não era só mais um aniversario. Eram os 18 anos, a idade em que se ia tornar adulta e chamar aquela turma de crianças com razão. Passava os dias a magicar como seria passado o seu dia mas nunca esperou que fosse assim, se calhar porque nunca se apercebeu da quantidade de pessoas que a amavam, porque nunca pensou que aquelas que não estão la sempre, se lembram dela na mesma, se calhar porque não tinha percebido que mesmo que não a amassem da maneira que ela queria, não significava que não a amassem a sua maneira. Se calhar porque nunca pensou que quando ela dizia que queria uma tela, ninguém lhe prestava atenção.

Se calhar agora que já gosta de se chamar adulta se aperceba que tem o mundo na palma da Mao. Se calhar agora comece a ver o mundo from a new perspective.


Pic. A criança e a Adulta.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Chega de Coraçoes!


Hoje tenho um pensamento que gostava de partilhar com os restantes e presentes (que não são assim tantos quanto isso x)). Hoje pergunto.me (mais uma vez) o porque de porem corações a beira ou em volta do nome da ou do amado! Respondam.me, porque qualquer pessoa com dois dedos de testa sabe que sentimos com a cabeça e não com o coração. O coração só bombeia sangue minha gente! Não é o coração que decide de quem gostamos e porquê!


Tenho a dizer aos meus caros leitores que esta mensagem completamente inoportuna foi apenas em resposta ao facto de uma certa criatura que se autodonomina "kugumelo" (sim com k) ter no seu nickname do senhor MSN (para alem de Kugumelo) montes de coraçoes que me irritam profundamente.


Tenho dito que coraçoes mesmo fixes, sao os meus a floribela! Fim.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Tolerancia e Respeito.




Acho que nunca percebi muito bem qual é a dificuldade das pessoas de perceber a diferença. O que me faz ainda mais confusão é a necessidade chamar os outros de diferentes quando a única coisa que tem destoa e o feito do tecido que cobre o corpo. Faz.me confusão pensar que eu também já fui assim, eu também já estranhei determinados cortes de cabelo e estilos de roupa e o que mais me magoa é que eu não lhes chamava de diferente, eu chamava de estranho. Eu não estava habituada a diferença e preferia encara.la como sendo má, como sendo uma demonstração de tudo que havia de imoral no mundo.


Ainda não sei muito bem o que me fez mudar de opinião, o que me fez querer tornar.me um dos diferentes e respeita.los. Ainda não sei porque é que me oponho fortemente de cada vez que alguém insiste em insultar quem tem mais valores do que as "pessoas normais" alguma vez terão. Ainda não sei o que é que em fez ver a diferença como a beleza da multidão tão igual que se julga bela. O que sei é que gosto dos diferentes.

Mudanças

Mudei porque gosto e poder ter musicas que ilustrem os meus pensamentos como as imagens ilustram os livros de criança e lhes permitem visualizar e mensagem que o texto contem. Mudei porque me cansei da fase do "x" e "k" (embora continue a pertencer lhe continue a pertencer pelo direito da idade). Mudei porque me apeteceu marcar a passagem para uma outra fase, ate virtualemente. Mudei porque queria um novo espaço para rascunhar a vontade sem correr o risco da minha escrita ser intrepertada como um desabafo melancolico que em anda condiz com o que aparento mas sim como uma folha de papel que me permite rabiscar. Mas nunca gostei de blocos em branco porque sempre me pareceram bonitos demais para serem gastos com os meus mais variados pensamentos. Mudei porque nao tenho uma opiniao formada sobre mudanças e gostava de ter (e eu bem sei que nao devo "meter tudo no mesmo saco"...mas gosto de o fazer. Gosto de classificar tudo como se fosse um só).


 

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