sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Espaços em Branco.

"Aprendi caligrafia enquanto estive no Dubai. Danço sempre que posso. Mas a música só existe porque existem pausas. As frases so existem porque existem espaços em branco. Quando estou a fazer algo sinto.me completa; mas ninguem consegue viver activo durante vinte e quatro horas por dia. No momento em que paro, sinto que alguma coisa me está a faltar."


Paulo Coelho, "A Bruxa de Portobello"



Foi um tempo para parar, primeiro organizar pensamentos e dispo.los de uma maneira segura. De maneira a preencher os espaços em branco, permanentemente. Pelo menos aqueles espaços em brancos foram reparados. Haverão mais.


Agora também já não há tempo para isso. Temos que retomar aos Cadernos com papelinhos amarelos e sorrir como os meninos do Jumbo que afirmam que "o Regresso ás aulas é uma Diversão".


Antes de entrarmos nesse super felicidade de cadernos novos e canetas com a carga completa, deixem.me aproveitar os últimos dias de sol porque o sol que passa na janela de fisica.quimica não bronzeia. =)


sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O espelho Oval

"Era uma vez um quarto, era uma vez um espelho e era uma vez um menino.

Esse menino era moreno, tinha olhos castanhos, cor do café e os cabelos eram pretos, cor de luta. Vestia calças compridas de bombazina e camisolinha de gola alta. Ele não era um menino como os outros, que lavavam a cara e as maos e nao se sujavam. Ele chegava a casa todos os dias com a cara e as maos sujas de tanto brincar. Para o castigar, um dia, os pais resolveram pô-lo num quarto com um grande espelho oval. Dentro desse espelho o menino via um outro menino igual a ele. Olhando.o, o menino do lado de cá pensou que o menino de lá era mais feliz do que ele porque nao tinha que ir para a escola e ninguem o castigava por estar sujo. Entao um dia, ganhando coragem, o menino saltou para lá do espelho onde foi feliz durante seculos."


Conto de Ricardo Alberty

Texto adaptado por Tania Couto, Joana Flores, Susana,

Ricardo Jorge, Margarida e Ana Areal (6ºA)



Na caixa encontrei os trabalhos de escola juntamente com todas as fantasias que fui deixando para tras. Decidi ir a procura de Terra do Nunca outra vez. E encontrei. Tinha baloiços azuis nas arvores e barcos de papel.






quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Mais uma vez.

Esperei.te em cada passo marcado na areia molhada. Em cada acorde a tua memória voltava. Em cada palavra pausada e mesmo saboreada. Porque eu aprendi a saber de cor os sabores das palavras associadas á ausência. Quis (outra vez) construir uma história que se basearia na convivência que não existe por seres demasiado complicado para te deixares levar em conversas sem sentido. A história foi construída, planeada cuidadosamente, sem dar lugar para a mais mínima falha. Mas não me lembrei de verificar em que ponto o presente estava antes de avançar para o futuro perfeito. Esse sim, foi o meu maior erro. Foi o agarrar.me ao que construí sozinha sem o teu conhecimento.
Mas sabes? Eu acredito que se não te der o papel principal, te apercebas que já não es o protagonista e que o enredo não gira á tua volta mas sim a minha.Desta vez nao minto. A partir de agora o enredo gira a minha volta. Porquê? Porque decidi que está na altura de ser egoísta. Porque já Quase te dei o meu para Sempre que ia ser deitado fora porque na altura não fazia falta. Agora também não deve fazer.

for Ever


"Not talkin bout a year No not three or four I dont want that kind of forever In my life anymore Forever always seems To be around when it begins But forever never seems To be around when it ends So give me your forever Please your forever Not a day less will do From you."






Naqueles mumentos finais prometemos o Sempre. O Sempre que só possuimos quando nos é dado, quando o Sempre nos é prometido. E quando a promessa se mantem até ao fim e nao se limita ao Sempre do inicio. O Sempre que nao é contavel em anos. O Sempre dos que permanecem até mesmo quando nao os queremos. Já prometi Sempres aos importantes. Depois perguntam.me porque hesito na afeiçao. Nunca lhes respondi que é porque já prometi mais Sempres do que tenho. Mas vou tentar redimir. "Voce tem meia hora pra mudar a minha vida"...para Sempre.
 

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