quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Skinny Love


You're not my Denny. Because if you were, if it was so especial, you would fight. You would wait. At least a little bit longer. Now, you've just put all your love to waste. Then who the hell was I?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Touch me

Pegou nos fragmentos palpáveis da curta existência que já sabe a uma vida inteira (com quase 18 anos, já se devia ser gente) e começou a classificar coisas. Relações, vá. Não é que alguma vez tivesse achado que eram mais do que encontros durante o percurso, mas ainda assim, cada encontro pode ser categorizado. Dividiu todas os retalhos de vida. Sorriu muito para alguns, chorou com outros. Fez uma "avaliação" da contribuição que cada um tinha tido na sua vida. Maioritariamente tinham.na feito crescer. Os melhores amigos, os amigos, os colegas, os amores, os passageiros, os familiares, os conhecidos... Havia um lugar muito concreto para cada um deles na flor, as pétalas tinham todas a sua posição mais ou menos perto do núcleo.
Depois chegou a vez dele. A guitarra sem cordas. Actually, sempre foi a vez dele. Ele sempre pôde ir e vir quando quisesse. E por muito que lhe custasse a admitir, sempre teve o mesmo fascinio infantil por ele. O sentimento mais puro e mais confuso que alguma vez sentira. Amava.o sem se retrair e golpeava próprio coraçao de cada vez que sorria com uma lembrança (numa altura em que só lhe restavam lembranças e tentava fugir para uma escuridao mai reconfortante: "when I go there, no more weeping anymore").
Doía.lhe o peito de cada vez que nao aparecia e a primeira coisa que a preocupava era como o poderia perdoar desta vez, que pretexto usaria para o poder continuar a amar.
E continuava a acreditar que um dia, um dia ele ia perceber que precisava dela. E ela esperava, chegou a conclusao, ao olhar para a guitarra muda, que esperaria sempre porque ele era o unfinished business. Uma nova categoria. Portanto, guardou os bocados (cada vez mais) de um coraçao já cansado de instabilidade: "Touch me, just like that".

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Elephant

Não preciso de muito! Preciso que pare, ("this has got to stop") preciso que o tão aclamado tempo dê ar de sua graça e me tire o que era suposto ter levado já. (don't they say time heals it all?) Eu sei, já sei que esta nossa viagem não passa de um conjunto de encontros e desencontros e que não é mais que isso...mas eu não consigo deixar de lhes atribuir significado. ("so why did you have to lie?")
Não chega já? This has got to die. Just, let me be now. ("you can't make me happy quite as good as me")

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Flashback

Posto isto, tudo o que tenho a fazer agora é o seguinte:

Ponho para o lado os dramatismos (não sou cá Wendla e muito menos Moritz, sei de onde vêem os bebés e, principalmente, sei de onde vêm a vida) e faço retrospectiva. E sabes o que me fica? Imagens. Dos "míudos" teatreiros que falam como se tivéssemos levado arte à jaula amarela (e levamos de facto). Da quantidade de vezes que posso dizer "sou tão feliz quando ouço esta musica". De gargalhadas non.sense a meio de uma aula de ano pré.universitário com uma turma cheia de nerdzinhos-aspirantes-á-salvação-que-é-a-medicina. De palavras com timming perfeito. De conversas que aquecem mais o corpo, aquecem a alma. De andar sem destino, a passo de caracol no meio das gentes a funcionar a mil destinos por segundo. Imagens de vida que ás vezes esqueço que existe sem ti. Não sou feita de uma parte só. Já devias compreender a minha inconstância. Sempre foi a minha parte de mim preferida. Sempre foi a que menos gostaste.

Loving is good if it's not understood.

Hoje disse aquela Criança que a relação valia a pena e naquele momento percebi que o bloqueio passou.
Bloqueou-se o coração, a mente e o espírito. Até (acredito eu) a voz, mesmo que ninguém se tivesse acreditado ("Oh Tânia, ele não leva a voz! As pessoas só levam pedaços do coração com elas" - "Mas a minha voz saía do coração!").
Foi a primeira vez. A única vez que me arrependi de sentir. Não voltaria a sentir, não voltaria a querer que se chegassem tão perto para ver tudo desvanecer. A base, o apoio, o porto seguro.
Todas as histórias continuam depois do "happily ever after" só que nós, meros espectadores dos contos de fadas modernos, não nos apercebemos que a continuação nunca é tão cor-de-rosa. Porque o relógio continua mesmo quando o coração pára e insiste em trazer.nos os frutos do seu correr. Eu sorri por entre as lágrimas e aceitei que o teu coração funcionasse a um ritmo mais leve. Só não me peças para não doer. Porque ainda não consigo controlar. Quem me dera conseguir.
E deixas-me, portanto, com a minha ponte, os teus acordes, cheiros e palavras soltas por todo o lado sem que haja sitio aparente para onde eu possa fugir sem o teu fantasma.
Existe. Não á primeira vista, mas ele está lá. No conforto deles. No hoje com novos sabores que não lembram a nada senão ao futuro. No hoje com mais sabedoria (e com o coração mais preenchido) que ontem.
( I'm the professor and I feel that I should know. But I don't know)
 

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