segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Touch me

Pegou nos fragmentos palpáveis da curta existência que já sabe a uma vida inteira (com quase 18 anos, já se devia ser gente) e começou a classificar coisas. Relações, vá. Não é que alguma vez tivesse achado que eram mais do que encontros durante o percurso, mas ainda assim, cada encontro pode ser categorizado. Dividiu todas os retalhos de vida. Sorriu muito para alguns, chorou com outros. Fez uma "avaliação" da contribuição que cada um tinha tido na sua vida. Maioritariamente tinham.na feito crescer. Os melhores amigos, os amigos, os colegas, os amores, os passageiros, os familiares, os conhecidos... Havia um lugar muito concreto para cada um deles na flor, as pétalas tinham todas a sua posição mais ou menos perto do núcleo.
Depois chegou a vez dele. A guitarra sem cordas. Actually, sempre foi a vez dele. Ele sempre pôde ir e vir quando quisesse. E por muito que lhe custasse a admitir, sempre teve o mesmo fascinio infantil por ele. O sentimento mais puro e mais confuso que alguma vez sentira. Amava.o sem se retrair e golpeava próprio coraçao de cada vez que sorria com uma lembrança (numa altura em que só lhe restavam lembranças e tentava fugir para uma escuridao mai reconfortante: "when I go there, no more weeping anymore").
Doía.lhe o peito de cada vez que nao aparecia e a primeira coisa que a preocupava era como o poderia perdoar desta vez, que pretexto usaria para o poder continuar a amar.
E continuava a acreditar que um dia, um dia ele ia perceber que precisava dela. E ela esperava, chegou a conclusao, ao olhar para a guitarra muda, que esperaria sempre porque ele era o unfinished business. Uma nova categoria. Portanto, guardou os bocados (cada vez mais) de um coraçao já cansado de instabilidade: "Touch me, just like that".

4 rascunhos alheios:

marianinha disse...

tenho a dizer que não captei quase nada, mas que gostei imenso, e que caiu tão bem com a música (que por acaso fui ouvir de proposito) :)

eu olho para tras e aprendo, por isso é que sigo em frente, de outro modo nunca o conseguiria fazer :P

Jo. disse...

unfinished business.
ouvi dizer que temos todas um ;)


e espero ainda estar perto do núcleo, como estás tu também, amor.
quem me dera poder riscar o nome dele em ti, e depois, mesmo que ele voltasse quando estivesses casada em NY com muitos putos a cantar musicais da Disney, tu não ias querer ouvir.
Haverá, alguma vez, um ponto final?

Até lá, tens-nos.
Para mais coração que pedaços dele.

Xani disse...

todos temos um unfinished business. eu tentei (hoje) perceber o meu e só cheguei à conclusão que há-de estar unfinished para sempre e que só tenho de viver com isso da melhor maneira. mas ele vai ficar!

"i've heard it said that people come into our lives for a reason, bringing something we must learn"

Nuno disse...

"Consume my wind, consume my mind......" :P

 

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