quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Música de filme, ao luar.

Os seus dedos duros de pressionar as cordas da guitarra ao som da minha voz nos dias anteriores agarravam agora os meus, gelados como aquela noite. O escuro trouxe com ele o silêncio e o cansaço a todos os outros corpos menos aos nossos. Os nossos, esses vibravam com o calor do coração, que segurávamos no enlace das mãos. A alma, essa que ficava tão fácil de entregar, cada vez mais fácil, era murmurada ali, com a lua como testemunha.
Enrolamos, só mais um bocadinho, só porque as mãos já não procuravam mãos mas também não sabiam ao certo o que procuravam. O coração, no entanto, sabia. O coração já se tinha denunciado nos olhares demorados por cima da guitarra a cada frase doce, a cada palavra chave.
O coração denunciou-os. O azul e o verde fundiram-se para deixar claro que eram os lábios que os lábios procuravam e a lua guardou-os enquanto encontravam a sintonia do peito e do corpo. No chão encontramos o sitio onde as mãos se dão. Nele encontrei a côr de casa.
No dia seguinte, quando a lua já tinha ido guardar outros amantes, olhei para ele e só consegui pensar "que pena não poder ficar, és quente quando a luz te traz". E parti. Com o gosto doce de rebuçado.

13 rascunhos alheios:

Mana :) disse...

vim aqui so para poder sentir mais proxima a tua paz mana, aquela de que eu sinto falta :)
este e paz, e e amor! tal como tu (me) es!

(prometo q qdo voltar te abafo com um abraco tao grande que ate no monte cantam o hallelujah!) (nao sei pq, mas queria fazer uma piada com o monte. estou longe mas ainda tenho humor sense :p))

Mara disse...

Oh céus...que doçura :O

Words by feelins disse...

"Estas dentro de mim"
Há senhores que cantam musicas como essa e nós pensamos que eles nos estavam a ver enquanto viviamos tudo no silencio dos nossos olhares.
Depois há outras pessoas que cantam coisas como "fica tão fácil entregar a alma a quem nos traga um sopro do deserto"...
O valor das coisas geralmente é-lhes atribuido quando estas acabam, porém, nós viviamos e soubemos dar todo o valor, entrega. É impossivel ficar indiferente quando se conhece alguem apaixonado por tudo como nós, é doce. A lua ganhou novas cores, assim como o teu cor-de-rosa e o meu azul. Ficará a doce, tão doce, lembrança. Ficará sempre guardado o sorriso com que nos despedimos de coração comprimido naquele comboio...
Espro sinceramente, por uma nova chegada desse comboio, há tua estação, ao teu porto de abrigo. Sem pressas, pois já existem "raízes".

messy disse...

tão bonito (:

Joana Éme. disse...

amanhã vamos conversar uma longa conversa.

Davi(d) disse...

O mesmo digo de ti. É tão bom quando partilhas estes textos Tani :)

estou a ver que vais seguir os teus sonhos. admiro isso :D
boa sorte !

Débra disse...

Está um amor tani *.*
Já tinha imensas saudades destes posts lindissimos

F. disse...

Tão puro, tão doce, tão bonito :)

Raio de Sol :')

Teresa disse...

hum.. eu por acaso n gostei muito, tem coisas interessantes, mas n é a minha onda. Mas amei aquela imagem. E achei engraçado, que o gajo, de repente, parece o Nate Archibald :P ahahah

Um beijo

Joana Éme. disse...

Só para dizer que "estou a aderir ao teu post fofinho" como prometido :p


Que tu ficas toda contente, que eu sei.

Joana Éme. disse...

Tivemos uma longa conversa e eu não podia esperar melhor de ti.

Bernardo disse...

Bom blog :D Parabéns

diana disse...

"O azul e o verde fundiram-se para deixar claro que eram os lábios que os lábios procuravam e a lua guardou-os enquanto encontravam a sintonia do peito e do corpo."


Fantástico.

 

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