terça-feira, 29 de setembro de 2009

Why acting?

"We do not know who we are. But we know that we can act. We know that there is a greater or lesser quality to our performances... We are the people we act, but we have to act them well, and with a deepening sense of whether our performances are "truthful" or not."

ALICE: Why didn't you tell me before?
DAN: Cowardice.
ALICE: Is it because she's successful?
DAN: No, it's because she doesn't need me.
ALICE: Did you bring her here?
DAN: Yes.
ALICE: Didn't she get married?
DAN: She stopped seeing me.
ALICE: Was that when we went to the country to celebrate our third anniversary?
ALICE: Did you phone her, beg her to come back? when you went for lovely walks?
DAN: Yes.
ALICE: You're a piece of shit.
DAN: Deception is brutal. I'm not pretending otherwise.
ALICE: How? How does it work? How do you do this to someone?
Dan tries to think of an excuse.
ALICE: Not good enough.
DAN: I fell in love with her, Alice.
ALICE: Oh, as if you had no choice? There's a moment, there's always a moment, "I can do this, I can give in to this, or I can resist it." And I don't know when your moment was, but I bet you there was one. I'm gone.

(...)

ALICE: Can I still see you?
ALICE: Dan, can I still see you? Answer me.
DAN: I can't see you. If I see you, I'll never leave you.
ALICE: What will you do if I find someone else?
DAN: Be jealous.
ALICE: You still fancy me?
DAN: Of course.
ALICE: You're lying. I've been you. Will you hold me?He holds Alice, who's now crying.
ALICE: I amuse you but I bore you.
DAN: No. No.
ALICE: You did love me?
DAN: I'll always love you. I hate hurting you.
ALICE: Why are you?
DAN: Because I'm selfish. And I think I'll be happier with her.
ALICE: You won't. You'll miss me. No one will ever love you as much as I do. Why isn't love enough? I'm the one who leaves. I'm supposed to leave you. I'm the one who leaves.


From "Closer" by Patrick Marber

domingo, 13 de setembro de 2009

The Trapeze Swinger

Estavas deitado no meu colo e eu brincava com os teus cabelos loiros mais compridos que os meus. Eu prometi-te, em brincadeira, arranjar um substituto para o tabaco e só tinha mimos para te dar. Portanto brincava com os teus cabelos secos da maresia enquanto lia o meu "romancezinho de miúda" e lia-te de quando em quando uma passagem para te fazer rir de tanto mel. Desisti do livro quando dei por ti adormecido e dediquei-me a ter-te ali naquele momento. Uma semana e já te sentia como amigo de berço e sabia que dali não passava - nunca acreditei em amores de Verão se é que de paixão aquilo se tratava e sabia-te um espírito livre demais para te prenderes a qualquer corpo. Portanto limitei-me a sentir o teu corpo queimado do sol de encontro ao meu quase-dourado, sem te querer prender, sem me querer prender, sem expectativas, "nem desassossegos grandes".


Adormeceu o dia e acordaram os nossos corpos. Era a altura da despedida e eu não sabia como ia ficar sem ti porque nunca te tive, eras demasiado instável, a balançar no trapézio que fazias de vida. Falavas-me de todas as aventuras por que passaste, viagens sem rumo, vidas sem nome, aventuras em me levavas a passear pela tua paz de alma. Era a altura da despedida e eu procurava na tua expressão qualquer coisa que me dissesse que foste feliz na minha paz como eu fui na tua. Viste o meu olhar como secreto consentimento e puxaste-me para ti, sem reservas. Beijaste-me para me mostrares que no teu beijo podia pertencer ao teu mundo. Senti-me a voltar a vida, fantasmas arrumados, ali estava a paixão que me mostravam os teus olhos sempre que me sugavam o azul. A paixão, que nos engoliu para um estado onde não havia restrições de nenhuma ordem, tomou os corpos por território permitido e sintonizou-se com as respirações ofegantes. Ninguém precisava de saber e assim não precisavam de haver perguntas. Eu sabia de antemão que não podia ser tua mais que uma noite. Tu sabias que não havia lugar na minha vida para ti, por mais que uma noite. Era só uma noite, ninguém precisa de saber...

"Quando eu contar até três, viramos costas e voltamos a ver-nos quando o destino decidir."

Um

Dois

Três.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Quem gostarias de ser?

Senta-te. Não tenhas medo, as amarras estão aí para tua própria segurança. Não tentes fugir - não está aqui ninguém para além de ti próprio. Agora olha-te - quem reconheces? O que conheces? De ti, sim. Não, não me interessa nome, nem idade...nem profissão...nem estatuto! Isso não é quem tu és.
Sente a respiração a acelerar, a cabeça a começar a latejar lentamente...O ecrã continua a mostrar gráficos com as oscilações da tua voz e a porta está trancada. Não tens por onde fugir, consciencializa-te disso. Ai é assim que queres brincar? Seja. Sente o metal a imobilizar a tua cabeça, já só podes olhar em frente, para o teu reflexo. Vê os teus lábios gretados, o teu cabelo claramente pintado, a maquilhagem borratada. Sente-te despida e admira o teu corpo. Agora já não há nenhum amante para o amar, só restas tu. Ama-te. Tal e qual como te apresentas, sem cremes, sem bases, sem roupa estrategicamente desenhada para esconder as partes más. O que vês? Quem querias ver?
Desilusão? Esta és tu, este é o som da tua voz, este é o corpo que te cobre a alma, estes são os teus gestos.
Tirem o espelho. Tragam o ecrã. - Esta é a tua vida. Estas são as pessoas que a constituem. Porque é que não viveste mais? Porque estavas a espera de viver mais.
E agora, o que vais fazer? Já te conheces?

domingo, 6 de setembro de 2009

I have been changed for good.

Ontem à noite fizeram-me a homenagem da minha vida. As melhores amigas (esta e esta) puseram-se a frente das tropas e moveram meio mundo para me afogarem em lágrimas - e eu não sou uma crying person.
Fizeram questão de mostrar que os meus amigos são dos bons, dos que se importam e se orgulham. E nada faz melhor ao ego. O que eu faço questão de dizer agora que "I know I'm who I am today because I knew you". Sou facilmente moldável, é facto...But aren't we all?
Tenho um orgulho desmedido nestes meus amigos. É uma honra, enorme, poder dizer que os tive na minha vida e que ficarão, no matter what, "like a handprint on my heart".
Eu meço a minha vida nestas demonstrações de amor. Neste momento, a minha vida estão cheia dele.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Bastidores

Quando era miúda, o que mais me atraía no teatro não era o espéctaculo em si. Era o ambiente e o sitio em que o espectáculo era preparado. Os bastidores, o que eu imaginava deles, cheios de glamour, luzes e magia - lá está, era miúda.




Anos passaram e conheci mais dos bastidores. Neles deitaram-me os egos abaixo, espezinharam-me, elogiaram-me, iludiram-me, enganaram-me, desprezaram-me, ensinaram-me.
Nos bastidores ensinaram-me muito do que sei agora, os bastidores construíram a minha fibra. Nos bastidores encontrei amor no meio de inveja e nesse amor conheci a luz que via vindo da porta dos artistas. Nos bastidores decidi-me ser um peixe pequeno num grande lago em vez de me contentar em ser grande num pequeno. Nos bastidores encontrei mais mundos que no palco e nos bastidores amei mais que na vida. Os bastidores tem um poder enorme sobre quem se atreve a lá entrar. Para o bem ou para o mal. Eu já cá vivo. Já não sei sair.
 

Letras e Tons | Creative Commons Attribution- Noncommercial License | Dandy Dandilion Designed by Simply Fabulous Blogger Templates