segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Who says I can't be free?

Haverá um dia, not far from now, que vai mudar a vida das duas. Vai começar com Sol, a entrar pelas janelas da casa grande e vazia com cheiro a paz. Vai ser Verão e nós vamos estar as duas sentadas lá fora a beber chá. Tu vais olhar para mim e vais dizer "devia ser hoje". Eu vou olhar para ti e vou perceber e perguntar-te se tens a certeza. Tu vais sorrir muito e dizer que sim. Vamos levantar mo-nos as duas de rompante a procura de uma mochila qualquer. Vamos meter lá para dentro os vestidos iguais, os bikinis, duas toalhas, duas caixas de cereais de chocolate, pacotes de chá e garrafas de agua. A seguir vamos buscar as guitarras e os óculos de sol. Tu apareces com um bloco de post-it's e escreves "Mãe, fomos ser felizes. Voltamos em breve" e colas na porta do quarto. Atiramos os telemóveis para cima da cama, pegamos nas trouxas e batemos a porta.
Vamos chegar a um sitio, não sei bem como nem onde, que vai ter praia. E vamos pensar nos nossas mães a lerem o post it e a ficarem muito chocadas e vamo-nos rir muito. Vamos tirar as guitarras dos sacos e vamos inventar qualquer coisa com quatro acordes que soe a conhecido e vamos cantarolar desafinadas mas felizes, até que a voz nos doa. Vamos falar dos rapazes e pseudo-homens que vamos ter desistido de compreender e vamo-nos rir muito porque vamos continuar sem perceber nada do amor a não ser que amamos a toda a hora da melhor maneira que sabemos. Vamos falar sobre as pessoas e sobre culturas e já vai ser de noite e nós não vamos querer saber. Vamos despir-nos de preconceitos e vamos apercebermo-nos que crescemos muito desde a ultima vez que falávamos assim, sem parar para respirar. Vão acontecer coisas completamente inesperadas que eu não vou escrever senão perdia a piada e vamos sentir que não podíamos estar mais felizes. Um dia, not far from now.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

What is it about us?



Este país não tem isto. É sempre o último. Não há nada cá para ti. Fizeste a melhor coisa em ires para fora. Lá serás verdadeiramente reconhecida. - Eu oiço e sorrio.
Durante os últimos meses tenho dado voltas a cabeça a tentar perceber o que é que o nosso paísinho esquecido neste mundo tem de tão especial. Porque é que cada vez que oiço gente a falar português numa paragem de metro tenho que me segurar para não os ir abraçar. Porque é que os ingleses que me abraçam e me dizem "i love you" e saem comigo todas as noites não são mesmo amigos. Fazia-me um bocado de confusão para ser sincera.
Até que aterrei em terra lusas com o espírito natalício em expoente máximo (qual cena de "love actually") e nos seguintes dias fui genuinamente feliz a volta de humanos. É isso que nós temos, a nossa cultura tem, humanidade. É isso aquele scent que não se consegue descrever quando se está com portugueses. Está na nossa cultura dar. Se calhar foi por isso que "tantas lágrimas foram derramadas", por nos darmos demais. Se calhar é pela nossa humanidade que tantos poetas e artistas se apaixonaram. Se calhar. Eu só sei que o Natal nunca me soube a tanto. Mesmo sem neve em Trafalgar Square e afins.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Just a thought

E se a Cinderela nao quisesse um Principe? E se a Cinderela nao quisesse ser encontrada?





(From "Into the Woods")

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Piece of advice.

Uma vez uma personagem numa peca disse assim "Quanto mais deres, mais receberas. E a lei do amor, sabias?". Sabias? Mas para dares, tens e dar a sério e não fingir. Não finjas que das, não finjas que amas. Porque quem ama, quer saber. Posso não saber muito, mas sei o suficiente de amor para saber que quem gosta, cuida.

E, sabes, não podes pedir amor quando não sabes o que e amar. Não podes pedir amor se não sabes cuidar. Agora percebi que afinal não há muito em ti e bonito. Gostava de ti porque pensava que eras uma pessoa de amor - Wrong.

Portanto, põe o Dvd no leitor, recosta-te e sonha com essa historia e filme porque ainda te falta muito ate aprenderes como vive-la.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Mum?

- Mum? Is love a lie?
- Nao meu amor. O amor e a maior verdade delas todas. Mas ninguem disse que a verdade era bonita.
- Nao, ninguem disse.
- Ninguem pode dizer.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

On the shore of the wide world

"Alex: I like spending the night in strange places. I wanted to...tonight.
Sarah: There's thing we want to do Alex, we just can't always do them, you know what I mean?
Alex: What kind of things would you like to do? That you might not be able to do?
Sarah: Give up all my pills. Leave home. Live till I'm twenty-five at least.
Alex: You what?
Sarah: You heard.
Alex: You'll do that.
Sarah: I hope so.
(beat)
I'm sorry about your mum and dad.
Alex: Yeah.
Sarah: Marriage is odd.
Alex: Yeah
Sarah: Sometimes I think it's a completely insane ideia.

(he looks at her)

Alex: you never fancy it?
Sarah: I'd marry Roy Keane.
Alex: Fuck off. (beat) Nobody else?
Sarah: You want?
Alex: Would you never marry anyone else?

(she looks away from him)

Sarah: My mum and ad's marriage is fucking weird and all.
Alex: You telling me.
Sarah: They were nearly alright you know? And then, just at the last minute they fucking lost the plot.
Alex: Are you crying?
Sarah: No.
Alex: Don't cry.
Sarah: I'm not.

(He postiones her in his eye-line and draws a line around her with his finger)

Sarah: What are you doing?
Alex: I'm drawing a line around you. With my finger."

From "On the shore of the wie world" by Simon Stephens
 

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